Deputados votam projeto para que Estado use recursos como garantia em contratos de PPP

Deputados votam projeto para que Estado use recursos como garantia em contratos de PPP

Os deputados também devem votar, em primeira discussão na manhã desta terça-feira (24), durante a sessão ordinária na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALEMS), o Projeto de Lei 140/2025, de autoria do Poder Executivo para autorizar a utilização dos recursos do Estado para constituir garantias em contratos de PPP relacionados a investimentos ou a serviços nas áreas médica, sanitária, hospitalar e de apoio.

A proposta altera as leis 5.829/2022 e 5.830/2022 para, conforme o Governo, reforçar a segurança jurídica nas Parcerias Público-Privadas (PPPs) no setor de Saúde.

A Lei Federal nº 11.079, de 30 de dezembro de 2004, estabelece como formas de a vinculação de receitas; (ii) criação ou utilização de fundos especiais previstos em lei; (iii) contratação de seguro-garantia com companhias não controladas pelo Poder Público; (iv) garantia de organismos internacionais ou instituições financeiras; (v) outros mecanismos permitidos em lei.

“Os projetos de parceria na área da saúde envolvem investimentos de grande porte e demandam, para sua viabilização, garantias robustas por parte do Estado, especialmente nas concessões administrativas, nas quais o parceiro privado não recebe receita tarifária, sendo remunerado exclusivamente pela contraprestação paga pelo Estado […] Nesse sentido, para os contratos de Parceria Público-Privada, uma das formas de garantia eficiente é a segregação de receitas provenientes do Fundo de Participação dos Estados (FPE) e da Lei Complementar Federal nº 176, de 29 de dezembro de 2020. A proposta legislativa permite que uma parte desses recursos seja vinculada à garantia do contrato, sendo efetivamente transferida ao parceiro privado somente em caso de inadimplemento do Estado. Se o Estado cumprir suas obrigações, os recursos segregados retornam automaticamente ao financiamento das demais ações e programas previstos no orçamento da Saúde”, defendeu o Executivo no Projeto.

Ordem do Dia

Será votada a redação final do projeto da deputada Mara Caseiro (PSDB), que divulga em todo o território de Mato Grosso do Sul o protocolo “Não é Não”, para prevenção ao constrangimento e à violência contra a mulher e para proteção à vítima, criado pela Lei Federal 14.786/2023. Como sofreu emenda, a proposta retorna ao plenário para votação do texto final.

Em segunda discussão, deve ser votado o Projeto de Lei 289/2024, de autoria do deputado Junior Mochi (MDB). A proposição institui a Arara-azul (Anodorhynchus hyacinthinus) como ave símbolo de Mato Grosso do Sul, em reconhecimento à sua relevância ecológica, cultural e turística para o estado.

Em discussão única, está pautado o Projeto de Lei 88/2025, de autoria do deputado Paulo Duarte (PSB). A proposição dá denominação à Quadra de Areia do Parque das Nações Indígenas em Campo Grande.

(Foto: Sessão Ordinária da ALEMS  – Wagner Guimarães)
(Fonte: JD1)